Oi gente!!! Hoje eu venho falar de um esporte que admiro muito e que ainda me desafiarei para fazer! Muito mais difícil do que fazer abdominais no saco de pancada, isto eu garanto!
Pra falar um pouco mais sobre o assunto, eu convidei minha amiga praticante de Poli Dance já há bastante tempo, a Fabi Marcal.  Bora acompanhar?

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“Ola, meu nome é Fabiana (@fabimarcal) e estou aqui pra contar um pouco da minha paixão pelo Pole Dance.

Quando decidi começar o Pole Dance eu estava com a minha autoestima baixa, a rotina estava cansativa e eu precisava de mudanças. Certo dia eu estava numa casa de sucos com meu marido (Felipe), falando exatamente sobre essa minha necessidade de mudanças, quando notei um estúdio de pole dance ao lado de onde estávamos, até mudei de mesa para observar a aula. AMEI a ideia e era o que eu precisava, um tempo só meu, dar um novo estímulo para o corpo e mudar a rotina. 

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O apoio do Felipe (@legiaofitness) foi fundamental, pois, assim como a maioria das mulheres, eu tenho dificuldade em perder gordura localizada, mesmo frequentando academia 5x na semana e com uma dieta regrada. Com as aulas de pole sinto que, finalmente, estou afinando. Além disso, meu corpo está mais definido e minha autoestima está aumentando!
Infelizmente, o Pole Dance ainda sofre muito preconceito, para muitos é apenas uma dança sensual, mas não, é um esporte, um vício. Eu até cheguei a escutar de uma mulher, a qual eu estava comentando sobre as aulas de pole o seguinte: “- Nossa! Você faz Pole Dance? Caramba, você vai ganhar muito dinheiro com isso.” Eu fiquei sem reação diante desse comentário. O Pole realmente trabalha a sensualidade com a dança, mas também trabalha força, equilíbrio e flexibilidade. Eu confesso que não sou nada sensual e por isso prefiro as aulas de força, equilíbrio e flexibilidade. Eu sempre pratiquei atividades físicas, já fiz ballet, jazz, ginástica olímpica, natação, vollei, basquete, mas realmente me encontrei no Pole, eu me supero a cada aula.
Espero que o preconceito com esse esporte continue a diminuir e que mais gente se inspire nessa arte!
Agradeço ao Blog da Loris por me dar esse espaço e mostrar um pouco da minha história É muito bom poder dividir essa experiência e quem sabe inspirar outras pessoas!”

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Saiba mais sobre o Pole Dance!

Vários caminhos se cruzaram para dar origem à dança, com elementos da Índia, França, Canadá e Estados Unidos

O Brasil conta com hoje com várias associações e até com uma representação nacional de Pole Dance. A Federação Brasileira de Pole Dance (FBPOLE) existe desde 2009 e tem o objetivo de disseminar a prática como uma atividade física. Ela oferece certificação e credencia atletas para competições internacionais.

Pole dance une esporte, dança e arte em receita de boa forma e bem-estar
Mesmo as mais tímidas podem aprender a expressar a sensualidade com toques sutis
Mas, até chegar a esse nível de institucionalização, vários caminhos se cruzaram para dar origem à pole dance como conhecemos, com elementos da Índia, França, Canadá e Estados Unidos.

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Índia, porque desde o século XII seus habitantes praticam uma variante de yoga – a Mallakhamb – com o auxílio de poste de madeira e cordas. Há cerca de 250 anos, essa modalidade tomou força como disciplina esportiva. É mais praticado por homens do que por mulheres, que se dedicam mais à modalidade com cordas.

França, devido à influência do estilo burlesco (ou burlesque), encontrado desde o século XVII e de origem vinculada à Comédia dell’arte. Este movimento é apontado como colaborador para o surgimento do ballet, do teatro de marionetes e da mímica, entre outros. A casa de shows Moulin Rouge, fundada em 1889 em Paris, teve grande contribuição para que as performances se tornassem mais sensuais e conhecidas.

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O estilo burlesco, revisitado atualmente por musas como Dita Von Teese, também influenciou o surgimento da forma atual do Pole Dance.
O estilo burlesco, revisitado atualmente por musas como Dita Von Teese, também influenciou o surgimento da forma atual do Pole Dance.

Estados Unidos, porque foi neste país em que a dança tomou forma nos anos 1920 e 1930, em pequenas apresentações de dançarinas nas feiras que cruzavam o país. O primeiro registro da forma atual do pole dance data de 1968, no Oregon; e ao longo dos anos 70 e 80 a prática se popularizou nas casas noturnas.

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Aos 38 anos, a pioneira canadense Fawnia Mondey-Dietrich exibe corpo de fisiculturista e continua competindo
Canadá, porque nos anos 90 a canadense Fawnia Mondey-Dietrich lançou o primeiro DVD com instruções do Pole Dance para mulheres “comuns” e a dança começou a ganhar outros espaços. Nos anos 2000, a dança ampliou o leque com a criação da modalidade pole fitness. Até o Cirque du Soleil é citado pelas praticantes como um incentivador, porque incorporou os mastros chineses em suas coreografias. Essa técnica também se vale do atrito entre a pele e o pole.

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Embora a história do Pole Dance esteja intimamente ligada à da dança erótica, as praticantes ressaltam que outros estilos – como a salsa, o tango e a dança do ventre – também sofreram com o preconceito. As competições internacionais de pole fitness, cada vez mais frequentes, têm se mostrado uma forma de conquistar o reconhecimento como esporte e forma artística de dança. Em vez de erotismo e sensualidade, estes eventos têm regras rigorosas para vestimentas e coreografias focadas exclusivamente na parte atlética da prática. O que não deixa de ser uma volta às origens indianas do Pole Dance.

FONTE: Saúde Plena