Síndrome Patelo Femoral 

Esta condição envolve principalmente a patela e o fêmur e, embora muito comum, é difícil de tratar, pois são várias as estruturas envolvidas, portanto as causas também podem ser variadas.

Também conhecido como Síndrome da Dor Anterior do Joelho, é mais frequente entre mulheres e muitas vezes não tem uma causa exata. A dor femôro-patelar exige cuidados que incluem: o uso de calçados adequados, alongamento, fortalecimento muscular e, às vezes bandagens e órteses.

O tratamento logo no início da manifestação dos sintomas pode ajudar a evitar complicações futuras e a não desenvolver a síndrome Dor da Síndrome Femôro-Patelar (SFP)

A dor ocorre na região anterior (da frente) do joelho e agrava-se após correr ou caminhar (durante estas atividades às vezes você pode ouvir estalos), quando subir e descer escadas, agachar, ou até no caminhar em superfícies desiguais.

De uma maneira geral durante a realização das atividades funcionais.

O que é esta síndrome?

Embora não tenha uma origem exata, sabe-se que a síndrome pode desenvolver por desgaste, sobrecarga ou impacto, que causa o desequilíbrio da patela. Para ter uma ideia melhor do que acontece, veja abaixo uma figura da anatomia da articulação femôropatelar:

SÍNDROME DOLOROSO ROTULIANO copy

Ao dobrar, o joelho aumenta a pressão entre a patela e seus vários pontos de contato com o fêmur. Logo vem à mente que o desgaste por uso excessivo do joelho pode ser a causadora do desequilíbrio, mas, entre pessoas inativas pode ocorrer a sobrecarga e não o desgaste, podendo desencadear o mesmo efeito. Além disso, o impacto da carga do peso da própria pessoa pode contribuir para esta dor, especialmente entre corredores.

 

Agora veja o que ocorre com a patela quando a pessoa contrai os quadríceps.

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Se a pessoa desenvolver a SDFP, até o ato de ficar sentado por muito tempo pode se tornar doloroso, a exemplo do “sinal do cinema”, devido à pressão extra sobre o fêmur durante a flexão do joelho.

 

Possíveis Causas Biomecânicas

 

Desequilíbrio Estático:
– Pé chato
– Pé cavado
– Aumento do ângulo Q
– Causas musculares – fraqueza e perda de flexibilidade. Fraqueza dos quadríceps.
Desequilíbrio Dinâmico: principalmente entre os componentes mediais e laterais e a porção oblíqua do vasto lateral, o vasto lateral oblíquo.

 

Tratamentos:
Estudos científicos que tiveram amplo follow-up (acompanhamento dos pacientes pelos pesquisadores) indicam boa taxa de sucesso dos tratamentos conservadores. O tratamento deverá ser individual e baseado em exame físico e busca o reequilíbrio da articulação FP.

 

O tratamento convencional consiste do seguinte:

– Gelo, especialmente pós-atividade, e Antiinflamatórios;
– Exercícios e Fisioterapia: fortalecimento e alongamento do quadril, posterior da coxa, panturrilha e banda iliotibial  (esp. fortalecimento dos quadríceps por eles terem papel importante na movimentação da patela);
– Descanso Relativo (o individuo deve considerar a mudança para uma atividade aeróbica sem impacto);

Quando há necessidade de correções biomecânicas além dos tratamentos fisioterápicos usuais, após cuidadoso exame físico, seu médico ou fisioterapeuta poderão indicar:

– bandagem do joelho
– avaliação do calçado;
– suportes e órteses;

A educação ao paciente é de suma importância e pacientes devem ser informados do que realmente esperar de um tratamento.


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Tratamentos Mais Avançados
– Cirurgia (quando ocorre a condromalacia, que é o desgaste da cartilagem retropatelar parte posterior da patela, pode ser realizado um procedimento artroscópico minimamente invasivo para aplainar a parte de baixo da patela. Infelizmente a condição pode voltar após a cirurgia).
– Testes de Imagens (geralmente, se passar das seis semanas sem que haja melhora do paciente que está seguindo as instruções do médico, especialmente se os sintomas são unilaterais, está na hora da radiografia.).

No caso de indivíduos de pouca maturidade esquelética, pode ocorrer a Resolução Espontânea, em que à medida que cresce a dor vai se reduzindo.

Em geral, o tratamento conservador é eficaz no tratamento da SFP quando o paciente é disciplinado. No caso do paciente não tão disciplinado, é indicado que tenha o acompanhamento de um fisioterapeuta.