Mais uma matéria top do meu querido amigo, @dockirihara para quem, assim como eu pratica corrida e preza pela conservação muscular e óssea!

O primeiro passo para vencer uma lesão é reconhecê-la. A síndrome do trato iliotibial é uma tensão ou inflamação (geralmente pelo excesso de treino) da faixa de tecido que se estende ao longo da lateral da coxa. A banda iliotibial ajuda a estabilizar e movimentar a articulação do joelho, mas, quando não funciona direito, você sente dor ao correr.

Anatomicamente, o trato íliotibial é a continuação da porção tendínea do músculo tensor da fáscia lata, com contribuição da porção lateral dos músculos glúteo médio e mínimo. A zona de impacto da banda íliotibial com o fêmur ocorre em aproximadamente 30º de flexão do joelho, o que significa o momento logo após o contato do pé com o solo durante a corrida, por isso a alta incidência em corredores, principalmente os de longa distância.

Causas

A etiologia da síndrome do trato íliotibial é multifatorial, geralmente acomete corredores iniciantes, e está relacionada com aumento repentino do volume de treino semanal, treinos em declives, treinos em superfícies irregulares, alteração na biomecânica da corrida e pisada do tipo hiperpronada, a qual gera uma rotação interna da tíbia e conseqüentemente maior tensão na banda íliotibial. Encurtamento da banda íliotibial, da musculatura do tríceps sural, reto femoral, quadríceps, e déficit de força dos abdutores do quadril, como o glúteo médio e mínimo, aparecem como um fator importante no desenvolvimento da síndrome do TIT, devido à diminuição da habilidade dos abdutores de controlar excentricamente a adução do quadril.

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Tratamento

O tratamento na fase aguda é tem como objetivo reduzir a inflamação focal no local da fricção da TIT com o epicôndilo lateral, e alívio da dor, e a fisioterapia é indispensável para o sucesso do tratamento, e são utilizado recursos antiinflamatórios como o ultra-som, laser, iontoforese e a crioterapia. Com a melhora do quadro, são acrescentados exercícios de alongamento principalmente da banda íliotibial e dos músculos que estejam encurtados, e fortalecimento dos abdutores do quadril. As alterações biomecânicas deverão ser corridas e o retorno do atleta a seus treinos de corrida devem ser feitos de forma gradativa, começando com sprints leves, evitando treinos em declives.

Sindrome do trato iliotibial x tendinite patelar ( “joelho de corredor”)

A síndrome do trato iliotibial costuma ser confundida com a tendinite patelar ou “joelho de corredor”. Veja as diferenças

Síndrome do trato iliotibial

– Dor na parte externa do joelho – O joelho dói durante os treinos longos, mas depois a dor passa

– A dor tende a piorar quando a pessoa desce escadas e ladeiras

– Movimentos acentuados de flexão do joelho não provocam dor

Joelho de corredor

-Presença de rigidez na parte da frente do joelho e no interior da patela

-O joelho dói no início da corrida, mas pára depois do aquecimento

-Dói mais quando a pessoa sobe escadas ou ladeiras

-Movimentos acentuados de flexão do joelho provocam dor

Dicas de prevenção!!

Antes da corrida troque o tênis velho por novos.

Durante a corrida reduza o volume, a intensidade e os treinos em subida. Se treina em pista, corra 1km em sentido horário e 1km em sentido anti-horário.
Após a corrida alongue e fortaleça, coloque gelo nos músculos, massageie-se com as mãos ou use um rolo de espuma.