Frequentemente, encontramos pessoas com dúvidas sobre o que precisa ser feito primeiro: reduzir gordura corporal ou ganhar massa muscular – como resolver essa difícil opção?

Em primeiro lugar, não existe uma regra: muitos profissionais preferem trabalhar conforme o critério do paciente, de modo que ele se sinta melhor com o seu próprio corpo. Mas, podemos nos basear na análise da composição corporal!

Sugere-se que o percentual de gordura “adequado” seja em torno de 15%, para homens, e 23%, para mulheres. Isso significa que, se o paciente estiver muito acima desses valores, a estratégia, inicialmente, deveria ser para redução de gordura corporal (GC). No entanto, se o %GC estiver abaixo desses valores, o plano já poderia ser para ganho de massa muscular. Caso o paciente esteja com o %GC adequado, ai fica a critério do freguês!

Já, para mulheres consideradas “falsas magras” (aquelas com baixo IMC e elevado %GC), deve se ter um cuidado especial. Neste caso, acredito que a conduta deveria ser de ganho de massa muscular. Isso porque o %GC está alto, pois a massa muscular está baixa. Assim, treinando e se alimentando para hipertrofia muscular, resolve-se o problema! Também gostaria de chamar a atenção de mulheres que buscam percentuais de gordura cada vez mais baixos: a redução drástica de gordura corporal pode levar a alterações na secreção de hormônios, que, por sua vez, desencadeiam ciclos menstruais irregulares. Essas complicações podem até mesmo prejudicar a massa óssea.

Portanto, como disse acima, não existe o certo ou o errado. O que falamos são apenas “dicas” que podem ser utilizadas para decidir o que deve ser feito primeiro. Assim, procure um nutricionista que, através da avaliação nutricional, saberá investigar todas essas variáveis e indicar qual é o melhor a ser feito em cada caso específico!

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