As alterações nas adaptações fisiológicas de homens e mulheres no treinamento de força são diversas. Você sabia que o treinamento de força acarreta os mesmos benefícios se não maiores para as mulheres em relação aos homens? Isto mesmo! Então se você é mulher, FAÇA TREINOS COM CARGA!

No que se refere à musculatura, e composição corporal, a mulher dispõe, tanto de forma relativa quanto absoluta de uma menor massa muscular que o homem.

De forma relativa (em relação à massa corporal total), uma mulher não treinada, equivale a 35,8% e no homem não treinado a 41,8%. De forma absoluta, os autores citam que a mulher dispõe de 23Kg de massa muscular contra 35Kg dos homens.

Outro fato é que o tecido muscular pode ser modelado e refinado, ao contrário da gordura, e quanto menos músculos houver para ser modelado, mais difícil será para obter o tônus muscular. Contudo, com a massa magra diminuída, também reduzida será a taxa metabólica basal.

As alterações na composição corporal com o aumento da massa gorda parecem ser semelhantes entre homens e mulheres quando submetidos ao treinamento de força. Tais alterações ocorrem desde a adolescência até as idades avançadas. O treinamento de força estimula a hipertrofia tanto das fibras musculares do tipo I, quanto nas do tipo II A e II B em homens e mulheres, ocorrendo ainda à transição das fibras musculares do tipo II B para II A. Tal adaptação parece ocorrer mais precocemente nas mulheres do que nos homens que se exercitam com pesos.

Em relação à composição das fibras musculares, não existem diferenças sexuais especificas, a parcela de fibras ST (lentas) e FT (rápidas) é aproximadamente igual nos dois sexos.

Frente ao treinamento de força, o aumento da força costuma ocorrer de forma semelhante em relação ao tempo ou ainda mais rápido nas mulheres em relação aos homens.

 

Remada Curvada Final

Lembrando sempre que os ganhos de força no início do treinamento com pesos ocorrem predominantemente devido aos fatores neurais e mais tarde de fatores estruturais como a hipertrofia muscular.

Força muscular máxima por cm2 do corte transversal muscular, pode-se determinar um valor um pouco menor, devido à maior parcela de tecido adiposo, ele é 6,3 mais ou menos 0,9 kp/cm2 na mulher e 6,7 mais ou menos 1 kp/ cm2 no homem.Como a força está estreitamente correlacionada com a secção transversal do músculo, a mulher, devido a sua menor massa muscular, também mostra uma menor força máxima que o homem.

A força absoluta (não relacionada com o peso corporal e massa muscular) é maior no homem do que na mulher, e também parece aumentar mais no homem com o treinamento, porém, a força relativa (força correlacionada com o peso corporal e massa muscular) e os ganhos percentuais podem ser iguais ou até maiores na mulher em relação ao homem.

 

Tríceps Testa - Inicial

Algumas evidências sugerem que os ganhos de força devido ao treinamento de força cessam precocemente na mulher em relação ao homem, principalmente nos membros superiores onde às mulheres possuem menor volume muscular. A resposta hormonal frente ao treinamento de força também é diferente, principalmente em relação ao hormônio testosterona.

Dependendo do grupo muscular, a força da mulher equivale, em média, entre 54% e 80% da força do homem. Essa diferença aumenta ainda mais nos grupos musculares mais solicitados na vida cotidiana e é um pouco menor nos músculos que recebem menos sobrecarga. Isto também significa, no entanto, que os sexos também se diferem quanto a treinabilidade, ou seja, deve-se partir de cada grupo muscular, pois nos músculos do tronco e da região abdominal, por exemplo, o efeito do treinamento é quase igual nos dos dois sexos. A musculatura das extremidades, no entanto, é melhor treinável nos homens. Aparentemente, estes músculos, que tem uma função essencialmente dinâmica, apresentam diferenças especificas do sexo, enquanto que os grupos musculares com função estática são idênticos nas mulheres e nos homens, no que se refere a treinabilidade e capacidade de adaptação.

As taxas de testosterona dos meninos e meninas quase não diferem até a entrada da puberdade. Sua capacidade de desempenho corporal é mais ou menos comparável durante esse período. Somente através do impulso hormonal da puberdade, nos meninos, a taxa de testosterona cresce cerca de 10 vezes e a parcela de músculos aumentada nessa fase é de 27% para 41,8% enquanto que nas meninas o aumento é mínimo, só para 35,8% alem de nesta fase ocorrerem acentuadas alterações especialmente em relação à massa muscular e aumento da força. E importante ressaltar ainda, que a taxa de testosterona endógena (no interior do organismo), também pode ser alterada com o treinamento.

Em relação às respostas cardiorespiratórias, para uma mesma intensidade de esforço, homens e mulheres treinados apresentam débitos cardíacos semelhantes, mas nas mulheres, isso ocorre em decorrência da maior frequência cardíaca, pois o volume sistólico é menor no sexo feminino. Isso ocorre porque o coração, o ventrículo esquerdo, o volume sanguíneo e as dimensões corporais da mulher são menores. Além do que a mulher apresenta maior frequência cardíaca, menos hemoglobina, diminuindo assim o transporte de oxigênio.

Correspondendo a menor massa muscular e corporal total, as mulheres mostram valores menores, tanto absolutos quanto relativos no que se refere ao coração e parâmetros a ele relacionado.

Os valores absolutos e relativos do peso do coração da mulher estão abaixo dos do homem em todas as idades. O menor tamanho do coração, regularmente leva a mulher sob carga de treinamento a uma maior necessidade de oxigênio principalmente através de um aumento não econômico da frequência cardíaca. Além dos parâmetros da capacidade cardíaca ser menores, a mulher também apresenta menores valores de eritrócitos (célula, anucleada na espécie humana, rica em hemoglobina e que tem como função o transporte dos gases envolvidos no processo respiratório), hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) e hemoglobina que o homem. O teor de hemoglobina como medida importante para a capacidade de transportar oxigênio equivale na mulher a 13g –14g/100ml e no homem a 15g –16g/100ml. Com isso, a quantidade total de hemoglobina da mulher equivale à cerca de 75% – 80% da quantidade total do homem.